De repente sinto que construi um quarto escuro, um quarto com portas fechadas.
Não ando por ele, não transito, nem tão pouco o abro.
Guardo nele as minhas antigas alegrias, minhas antigas vontades.
Nem sei porque faço isso, nem sei se vale a pena, nem sei.
Talvez eu seja uma dessas pessoas que curtem olhar para os tijolos da construção interior.
Talvez eu seja uma saudosista.
Talvez eu tenha me acomodado.
Talvez seja pura preguiça.
Ando preguiçando.
Sei também que o preço que se paga por esse pecado é alto.
Morro de medo de altura.
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