E de tanta certeza que me tem, ele me abandona.
De tanta certeza do meu querer, ele se basta sem senti-lo.
Sinto-me num labirinto e como não procuro a saída e sim a ele, fico deveras atordoada.
Não escuto sua voz como sinal. Ele não me deixa sinais. Deixa letras, amontoadas letras.
Se quer consigo juntá-las e definir para mim e por mim uma verdade qualquer.
Nada posso fazer. Para lugar nenhum posso ir.
Ao meu lado, uma multidão de solidão. Canções de choro. Clima de arrepio.
E enquanto planifico o que digo, enquanto as lágrimas saem, enquanto é noite escura, enquanto aguardo um conforto... Eu tento acreditar no surreal, no encanto, no milagre, no divino, enfim em você.
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