A idéia de que estou numa estação não me agrada.
Prefiro estar no trem e nunca descer em estação alguma.
Quando se desce, contatos são necessários.
Enquanto seguimos: observamos a paisagem, sentimos o vento.
Nosso compromisso é apenas com o que captamos.
Entendo que isso é covardia.
Sim, covardia com os vendedores, freqüentadores de estação.
Mas e eles? Por que estão lá?
Por que não se aventuram nos vagões?
Por que não viajam? Por que ficam sempre lá?
Seria medo? Medo das novas paisagens, do vento?
Enquanto não sei as respostas, vago.
Vago nas estações do meu ser.
Vago na esperança de me aquietar, sem perder o brilho.
Vago nem que seja somente em mim.
Nasci para o trem e não para a estação.
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