sexta-feira, 17 de julho de 2009
Sobre ela...
E ela amou tantas vezes. Amou meninos, bons projetos de homens. Amou categorias: políticos com vinho, políticos de chopp, jornalistas de cachaça... Amou um sem requisito, o mesmo que deixou frutos. Talvez tivesse sido dívida ou carma. E lembro que ela se entregava. E lembro que ela passava a viver aqueles homens e suas particularidades. Sempre achava que era "ele", seria aquele "ele". Aquele amado para sempre. E apesar do fim cruel atribuído a todos, em todos ainda há um pouco dela. Uma mulher comum, de olhar cruel, de mãos deslizantes e grande necessidade de pormenores. Tão fácil para ela despertar, quanto fácil para detestar. Não vejo mais essa mulher. Não sei se saiu em retiro. Não sei se continua a olhar pelas entrelinhas. Nem sei se ama alguém. Quem sabe adormece. Quem sabe está se modificando. Mas é sabido que não viverá sem amor. Não pode. Não condiz consigo. O amar para ela é condicional. É como se fosse um caminho. Um fluxo. Penso que talvez sofra. Penso que se por opção, pudesse escolher seria sem odor sexual; seria uma qualquer, uma em tantas; ou mesmo aquela que só se adapta a um. Aquela que só tem um único amor. E com ele viver toda a sua vida. Imagino que ela possa invejar a isso. Ainda é uma moça que não aceita tudo facilmente. E sei que ela não enxerga. Não aceita. E sonha. Suspira a cada possiblidade, a cada nova notícia. E acredita nos sonhos que tem. Onde o amado chega, incondicional. O homem que ela conhece bem. O homem que se deixa para ela...
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário