sexta-feira, 17 de julho de 2009
A vida é tão explicada e quase não há mistérios e nem contos. Tudo já está tão definido, não vejo milagres e nem mocinhas sendo salvas. A vida anda amarga, sem doces e beleza. As pessoas correm, não tenho tempo de contemplar o mar. Sinto falta de suspirar e passar sempre pelo mesmo caminho. Enquanto cultivo a plenitude, tudo vem em alavanche. Sou induzida a falar, pensar e andar rápido. Para que me serve a moda? Para que me serve o impecavelmente perfeito? Queria ir à Paris ou Portugal, (re) ver o velho mundo. Nele descobrir-me antiga e ao mesmo tempo atualíssima. Vagar e desfilar. Destilar. Escrever um livro e dar explicações sobre aquele e esse momento. Ficar ridícula e aplaudida. Dar de cara com o outro, não aquele, o outro. Sorrir e passar as mãos no cabelo. Arrumar a silhueta. Mostrar o "boi", fluir o "leão", enquanto a "águia" planeja o ataque. Dançar, remexer, ser do mundo.
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